terça-feira, 6 de janeiro de 2009

FERTILIZANTE DE ORIGEN AMAZONICO PUEDE AYUDAR A COMBATIR EL CALENTAMIENTO GLOBAL


El Biochar mejora el suelo, fija el carbono del aire y produce energía. El producto aún está siendo estudiado por los científicos.
Desde Rio de Janeiro-Brasil.

Un fertilizante produce, genera energía y reduce el dióxido de carbono de la atmósfera, contribuye así en la lucha contra el proceso de calentamiento global. Este es el Biochar, un producto que todavía está en investigación por los científicos y que tiene su origen en el Amazonas, antes de la llegada de los europeos a la región. 

Cuando los colonos llegaron a la selva amazónica, se encontraron con zonas oscuras de tierra con un alto contenido de carbón. Este suelo, hoy conocido, fue creado por las personas que habitan en la Amazonía desde el 5000 ADC
. "La idea más aceptada es que fue manipulado intencionalmente (para servir como abono), pero esto no es unánime", explica el alemán Johannes Lehmann, uno de los principales investigadores del Biochar en el mundo. En una entrevista con Globo Amazonía, dijo que al suelo oscuro se le dio el  apodo de la "Tierra Negra del Indio". 

El profesor de la Universidad de Cornell, EEUU, explica que el Biochar es un método muy efectivo para fijar el carbono de la atmósfera, detenerlo en el terreno - tiene alrededor de 80 por ciento de carbono, en comparación con el 45 por ciento de la biomasa que se produce generalmente. "Además de la eliminación de carbono, controla la acidez del suelo y reduce la posible contaminación de aluminio", explica. 

El Biochar se produce a partir de la biomasa, o materia orgánica. Los agricultores pueden producirla a partir de residuos que ya no tienen ningún uso, las heces de animales o de los depósitos de cereales. El producto se obtiene a través del proceso de pirolisis, una especie de combustión en hornos con la presencia de poco o nada de oxígeno. 
 
Adaptación local 
El Biochar, dice Lehmann, no es muy utilizado aun porque todavía no existe suficiente investigación. "En la Amazonia Central existen grupos estudiando su uso, pero no sería adecuado para Venezuela. Dice que comenzó a investigar el asunto a principios de los años 90, pero sólo hace dos o tres años se inicio el trabajo a nivel internacional, una búsqueda sistemática de Biochem. Por lo tanto, es un campo muy nuevo para el uso del producto que ya ha sido ampliamente difundido. 

Si el Biochar puede servir para reducir el calentamiento global, ¿por qué simplemente no producirlo y enterrarlo? Para Lehmann, eso sería imposible porque no hay incentivo económico para producir Bioch sólo para fijar el carbono de la atmósfera. "La principal función es como fertilizante. Si ellos pueden mejorar sus tierras, los agricultores tendrán el incentivo para producir Bioch", explica el profesor. 

Según él, además de la “Tierra Negra del Indio”, existen otros registros históricos de la utilización de Bioch en distintos países, incluso en comunidades en las que la experiencia de los indígenas brasileños se desconocía. Sin embargo, la "Tierra Negra", el Biochar producido en el Brasil es el más antiguo sobre el que se tiene noticias.
 
TEXTO EN BRASILEÑO
 
Fertilizante de origem amazônica pode ajudar no combate ao aquecimento global. Biochar melhora o solo, sequestra carbono do ar e produz energia. Produto ainda está sendo pesquisado pelos cientistas.
 
Um fertilizante que gera energia ao ser produzido e retira gás carbônico da atmosfera, ajudando a combater o processo de aquecimento global. Este é o biochar, um produto ainda em pesquisa pelos cientistas e que tem sua origem na Amazônia, antes da chegada dos europeus à região. 

Quando os colonizadores chegaram à floresta amazônica, depararam-se com áreas de terra escura com alto teor de carvão. Esse solo, hoje se sabe, foi criado pelos povos que ocupavam a Amazônia desde 5.000 a.C. "A idéia mais aceita é que ele foi manipulado intencionalmente (para servir como adubo), mas isso não é unânime", explica o alemão Johannes Lehmann, um dos principais pesquisadores de biochar no mundo, em entrevista ao Globo Amazônia. O solo escuro foi apelidado de “terra preta de índio”. 

O professor da Universidade de Cornell, nos EUA, explica que o biochar é um método muito efetivo para sequestrar o carbono da atmosfera, prendendo-o no solo – possui cerca de 80% de carbono, contra 45% da biomassa da qual geralmente é produzido. "Além de retirar carbono, ele controla a acidez do solo e reduz eventual contaminação por alumínio", explica. 

O biochar é produzido a partir de biomassa, ou seja, material orgânico. Fazendeiros podem poduzi-lo a partir de dejetos para os quais não têm uso, como fezes de animais ou cascas de cereais. O produto é feito por meio do processo de pirólise, uma espécie de queima em fornos com a presença de pouco ou nenhum oxigênio. 
 
Adaptação local
O biochar, diz Lehmann, só não é amplamente utilizado porque ainda não houve suficiente pesquisa. “Na Amazônia Central há grupos estudando seu uso, mas já não seria adequado para a Venezuela, por exemplo”, diz. Ele conta que começou a pesquisar o assunto no início da década de 90, mas que há apenas dois ou três anos há um trabalho internacional sistemático de pesquisa do biochar. Portanto, é um campo muito novo para que o uso do produto já estivesse amplamente disseminado. 
 
Se o biochar pode servir para reduzir o aquecimento global, por que não simplesmente produzi-lo e enterra-lo? Para Lehmann, isso seria inviável porque não há estímulo econômico para produzir biochar apenas para tirar carbono da atmosfera. “A principal função é a de fertilizante. Se puderem melhorar seu solo, os fazendeiros terão estímulo para produzir o biochar”, explica o professor. 

Segundo ele, além da terra preta de índio, há outros registros históricos do uso do biochar em diferentes países, mesmo em comunidades em que a experiência dos indígenas brasileiros era desconhecida. No entanto, a “terra preta” produzida no Brasil é o mais antigo biochar de que se tem notícia.
 
 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Araquém Alcântara,ele é um dos grandes nomes da fotografia de natureza.

























ARAQUÉM ALCÂNTARA

Ele fotografa a Amazônia há 40 anos e tem 35 livros publicados. Araquém Alcântara é um dos grandes fotógrafos da floresta e é assim reconhecido dentro e fora do Brasil. A beleza das cenas por ele capturadas às vezes parece exceder a realidade.

 

Veja a galeria de fotos de Araquém Alcântara 

Um observador incauto poderia pensar, ao ver o trabalho de Araquém, que ele não leva em conta a ameaça de destruição que pesa sobre a floresta. Mas não passaria de um engano: é justamente através da beleza que Alcântara tenta chamar atenção para a devastação. 

“O meu trabalho de fotógrafo viajante, de um dos precursores da fotografia de natureza, está totalmente comprometido com essa causa. Mesmo buscando a beleza, o que eu mais vejo é o horror. Eu acho que o Brasil só se tornará uma grande nação se puder salvar a Amazônia e dar um desenvolvimento sustentável para os seus 20 milhões de habitantes”, aponta. 

“Nesses anos de andanças descobri que aqui é possível o pão circular farto, é possível esta terra se transformar numa grande nação se aprendermos a cuidar de seus bens naturais e do seu patrimônio biológico. A Amazônia precisa de uma atenção mundial imediata e é necessária a paralisação do desmatamento já”, defente Alcântara. 

O fotógrafo comenta que os problemas da Amazônia não chegam a ser conhecidos por todo o país como deveriam. “Você não pode amar e defender o que não conhece. Esse é o meu trabalho: revelar uma Amazônia desconhecida". 

Nas suas viagens pela região, Alacântara viu de tudo: esteve frente a frente com animais selvagens, foi seqüestrado, sofreu ameaças, teve de fazer pouso forçado de avião. “Nos meses de setembro e outubro a maior floresta tropical da terra arde no calor das queimadas: labaredas de fogo, terra calcinada, bichos mortos e aquele paredão de fumaça a perder de vista. É uma desolação sem tamanho”, lamenta o fotógrafo.

 

“E a minha câmera... Eu me sinto impotente diante de tanta destruição. Estamos desertificando o maior laboratório científico de nossa civilização sem ao menos conhecê-lo. Acredito que só um clamor mundial pode proporcionar o futuro sustentável para a Amazônia”, defende.

domingo, 4 de janeiro de 2009

PERSPECTIVAS DE LA AMAZONIA EN EL 2009



¿Qué le espera a la Selva Tropical más grande del mundo en el año que comienza? Para responder a esta pregunta se puede incluir una serie de factores que deberían influir en el destino de la Amazonia en 2009. 
Desde Rio de Janeiro-Brasil.

Crisis financiera y trabajos de desarrollo debe influir en la conservación de los bosques. Conozca los otros factores determinantes en este año que comienza.
 
¿Qué le espera a la Selva Tropical más grande del mundo en el año que comienza? Para responder a esta pregunta se puede incluir una serie de factores que deberían influir en el destino de la Amazonia en 2009. 

Una cuestión que afecta a todo el mundo y trae consecuencias para la selva es la crisis financiera internacional. Con una desaceleración del crecimiento económico, la presión sobre los bosques, en teoría, disminuye: Hay menos capital para financiar la deforestación para crear espacios para los pastos y cultivos; consecuentemente la demanda de productos básicos como la carne y la soja disminuirá. 

Por otra parte, el gobierno y las organizaciones no gubernamentales contarán con menos recursos producto de la crisis; al estar estos limitados disminuirá  el control de la deforestación. Reconociendo esto, el Ministro de Medio Ambiente Carlos Minc ha venido diciendo que la decisión, pesar de la crisis, de contratar 3 mil nuevos servidores que actúen para combatir los delitos ambientales se mantiene. 

También en el sector público hay mucha expectativa sobre la cuestión de los asentamientos de tierras, ya que es esencial para reducir la deforestación en la Amazonia. El Ministro de Asuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, plantea la creación de una agencia para agilizar el proceso en detrimento del Instituto Nacional de Colonización y Reforma Agraria (INCRA), que quiere hacer frente a esta cuestión. El instituto, a su vez, quiere que el problema sea tratado a través del Plan de la Tierra Legal, preparado por un grupo de trabajo coordinado por la Sociedad Civil. 

Durante el año 2009, la Amazonia será aun más vigilada por medio de satélites. El Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales (INPE) anunció a finales de 2008 la implementación de otro sistema que detecta la degradación (destrucción parcial) de la selva. Además del que sirve para evaluar la degradación, el instituto cuenta con otros tres sistemas en la región (Prodi, Desalentar y Detex), además del medio de controlar incendios en todo el territorio nacional. 

Asimismo, el Sistema de Protección Amazónica (SIPAM) y la organización no gubernamental IMAZON ayudan durante el proceso de la vigilancia. La cuestión es si toda esta vigilancia se transforme en acciones a fin de combatir la deforestación. 
 
OBRAS 
En 2009, el bosque sigue siendo el escenario de grandes proyectos como la construcción de plantas hidroeléctricas en el río Madeira, en Rondônia, y la reconstrucción de aproximadamente 400 km de la carretera BR-319, que atraviesa una zona virgen de la Amazonia. En ambos casos, los daños potenciales al medio ambiente pueden dar lugar a nuevas controversias judiciales en el año que comienza. 
 
En el estado Roraima, la expectativa es la decisión de la Corte Suprema de Justicia sobre la demarcación continua de la reserva indígena Raposa Serra do Sol. El proceso que definirá el futuro de la reserva se ha interrumpido en dos ocasiones por los pedidos de vista del proceso hechos en el mes de Marzo por los ministros Carlos Alberto Menezes Dereito y Marco Aurélio. 
  
El 10 de diciembre, El Ministro Carlos Dereito dio su voto a favor de mantener los límites de la continuidad de Raposa Serra do Sol, pero impuso 18 condiciones para garantizar la protección de la frontera y el medio ambiente. 
 
El acuerdo fue tomado por siete ministros, antes de que el juicio se suspenda por petición de vista. Con un voto de 8 contra 0, se tomó la decisión de que el análisis debe ser reanudado en febrero, a pesar de la votación hecha en marzo por el Ministro Marco Aurelio, quien dijo que no cree que su voto pueda cambiar la posición de los otros jueces que ya han votado.

Si la decisión a favor de la demarcación continúa confirmándose, los cultivadores de arroz instalados en la reserva tendrán que salir. Han prometido, sin embargo, que pondrá obstáculos para salir de la zona. 
 
A partir del 1 de enero, el Banco Caixa Económica Federal, exigirá que los constructores utilicen sólo madera certificada en las obras financiadas por el banco. Decisión que podría aumentar la demanda de la eliminación de zonas de gestión de la madera, el fortalecimiento del mercado legal y la reducción de la deforestación ilegal. 
 

Texto en Brasileño

Perspectivas: o que será da Amazônia em 2009?

Crise financeira e obras devem influenciar conservação da floresta.
Conheça outros fatores determinantes para este ano que começa.

O que espera a maior floresta tropical do mundo no ano que começa? Desde já é possível listar uma série de fatores que devem influenciar o destino da Amazônia em 2009.

Uma questão que preocupa o mundo todo e deve causar conseqüências à floresta é a crise financeira internacional. Com uma desaceleração do crescimento econômico, a pressão sobre a floresta, em teoria, diminui: há menos capital para financiar o desmatamento para abertura de pastos e plantações e, simultaneamente, menor demanda por carne e commodities como a soja. 

Por outro lado, o governo e as ONGs poderão ter recursos mais escassos e, com isso, pode diminuir a vigilância sobre os desmatadores. Ciente disso, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc já vem dizendo que a contratação de 3 mil novos servidores que atuarão no combate a crimes ambientais está mantida, apesar da crise. 
Ainda no setor governamental há muita expectativa em relação à questão da regularização fundiária, já que ela é indispensável para reduzir a devastação na Amazônia. O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, pleiteia
 a criação de uma agência que agilize o processo, em detrimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a quem caberia tratar deste assunto. O instituto, por sua vez, pretende que o problema seja atacado por meio do Plano Terra Legal elaborado por um grupo de trabalho coordenado pela Casa Civil.

Em 2009 a Amazônia será ainda mais monitorada por satélites. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou no fim de 2008 mais um sistema de vigilância, o Degrad, que detecta degradação(destruição parcial) da floresta. Além do Degrad, o instituto conta com outros três sistemas para a região (Prodes, Deter e Detex), além do monitoramento de queimadas de todo o território nacional.

Também o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e a ONG Imazon fazem seu acompanhamento. A questão é se toda esta vigilância se transformará em ações que coíbam o desmatamento.

Obras

Em 2009 a floresta será ainda palco de grandes obras, como as usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, e a reconstrução de cerca de 400 quilômetros da rodovia BR-319, que atravessa uma zona intocada do Amazonas. Em ambos os casos, os potenciais danos ao meio ambiente podem levar a novas disputas judiciais no ano que começa.
Em Roraima, a expectativa é em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol. O julgamento que definirá o futuro da reserva já foi interrompido duas vezes, por pedidos de vista dos ministros Carlos Alberto Menezes Direito e Marco Aurélio.

 No dia 10 de dezembro, Direito apresentou seu voto favorável à manutenção dos limites contínuos da Raposa Serra do Sol, mas impôs 18 condições para garantir a proteção da fronteira e a preservação do meio ambiente.

 

O entendimento foi seguido por sete ministros, antes de o julgamento ser suspenso pelo pedido de vista. Com o placar de 8 a 0, a análise deve ser retomada em fevereiro, já com o voto de Marco Aurélio, que disse não acreditar que seu voto poderá mudar o posicionamento dos demais magistrados que já votaram. 
Se a decisão favorável à demarcação contínua se confirmar, os arrozeiros instalados na reserva terão de sair. Eles já prometeram, no entanto que colocarão obstáculos para deixar a área.
 
A partir de 1º de janeiro a Caixa Econômica Federal passa a exigir que construtoras utilizem apenas madeira certificada nas obras financiadas pelo banco. Isso poderá fazer aumentar a demanda por madeira retirada de áreas de manejo, fortalecendo o mercado legalizado e diminuindo o desmatamento ilegal.

EL 18.11.2008, MINISTRO MINC DIJO QUE HABRAN 3 MIL VACANTES PARA COMBATIR CRIMENES AMBIENTALES


Vale la pena recordar lo que sucedio el martes 18 de noviembre, cuando el Ministro de Medio Ambiente, Carlos Minc, dijo que el Presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizó la contratación de tres mil nuevos servidores para luchar contra los delitos ambiente. 
Desde Rio de Janeiro-Brasil

Decreto para proteger el Bosque Atlántico seria firmado  el viernes 21 de noviembre, dijo. Según él, el gobierno puede crearia una autoridad local para los servicios forestales.

El Ministro de Medio Ambiente, Carlos Minc, dijo, anuncio el 18 de noviemnbre, que el Presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizó la contratación de tres mil nuevos servidores para luchar contra los delitos ambientales, en particular en la Amazonia. Según él, el Instituto Chico Mendes y el IBAMA contrataron dos mil personas; la Policía Federal, otras mil. Todo el personal será especializado en la lucha contra la delincuencia medioambiental. 

"A petición del Presidente, hicimos un modelo y la composición de dos mil personas, todos incorporados en el Servicio de Inteligencia del Medio Ambiente, Logística, Operaciones Ambientales; así como mil nuevos agentes de la Policía Federal para combatir delitos contra el medio ambiente. Vamos a licitar a comienzos del año los contratos que se llevaran a cabo en el primer semestre [de 2009] ", reveló. 

A principios de Diciembre, el gobierno también pondrá en marcha el primer Plan de Cambio Climático del país. Según Minc, el presidente conocía los detalles de este plan el martes y hará una ceremonia para ponerlos en marcha a principios del próximo mes. 
 
El Presidente, Luis Ignacio Lula da Silva, anunció que el ministro firmará el viernes (21) el decreto del Bosque Atlántico, al final de la Conferencia Internacional sobre Biocombustibles en Sao Paulo. "Este decreto es muy importante. Tomó 15 años para aprobar la ley del Bosque Atlántico y demoró dos años para firmar el decreto que regula estas actividades, sólo que el decreto que nunca se emitió. Tuvimos que hacer una negociación con todos los ministerios, porque esto es importante porque el biomasa atlántica es la más amenazada; la ley es muy importante, sólo que sin el decreto la ley no se cumple ", dijo el ministro. 

El ministro también habló sobre la creación de una autoridad federal para atender a los bosques de Brasil. "Ya hay millones de hectáreas de bosques para la gestión, la producción de madera certificada; esta es la única manera de luchar contra la madera ilegal. El presidente está de acuerdo con eso, y a partir de ahora se analizarán los detalles para crear autoridades específicas para el servicio forestal de Brasil a fin de que este año si sea posible. " 

Según él, la creación de una autoridad específica para manejar el problema y aumentar el poder de generación de empleo y riqueza por parte del servicio: entre 2008 y 2009, 36 mil puestos de trabajo y 2,8 millones de metros cúbicos de madera legal y certificada. 

Durante la reunión, el presidente Lula también recibió una copia de la autorización para la instalación de la planta hidroeléctrica Jirau en el río Madeira, en Rondônia.
 
 
TEXTO EN BRASILEÑO
 
Minc diz que Lula autorizou 3 mil vagas para fiscalização de crimes ambientaisDecreto para proteção da Mata Atlântica será assinado na sexta, afirmou. Segundo ele, governo pode criar uma autarquia para serviços florestais.
 
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou, nesta terça-feira (18), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a contratação de três mil novos servidores para combater crimes ambientais, especialmente na Amazônia. Segundo ele, o Instituto Chico Mendes e o Ibama contratarão duas mil pessoas, e a Polícia Federal, outras mil. Todos os agentes serão especializados em combate a crimes ambientais. 

“A pedido do presidente, fizemos a modelagem e a composição com duas mil pessoas, mas todas formadas em inteligência ambiental, logística, operações ambientais, e mil novos agentes da Policia Federal para combate ao crime ambiental. Faremos concursos no início do ano para que as contratações sejam feitas ainda no primeiro semestre [de 2009]”, revelou. 

No início de dezembro, o governo lançará também o primeiro Plano de Mudanças Climáticas do país. Segundo Minc, o presidente conheceu os detalhes do plano nesta terça-feira e fará uma cerimônia de lançamento no início do próximo mês. 

Lula comunicou ao ministro que assinará na próxima sexta-feira (21) o decreto da Mata Atlântica, ao final da Conferência Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo. “Esse decreto é muito importante. Demorou 15 anos para aprovar a lei da Mata Atlântica e já estava há dois anos para assinar o decreto que a regulamentava, só que o decreto nunca mais saiu. Tivemos que fazer uma negociação com todos os ministérios, porque isso é importante, porque a Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado, e a lei é muito importante, só que, sem o decreto, a lei não é cumprida”, explicou o ministro. 

O ministro também falou na criação de uma autarquia federal para cuidar do sistema florestal brasileiro. “Existem já milhões de hectares de floresta para manejo, para produção de madeira legal e certificada, porque essa é a única forma de combater a madeira ilegal. O presidente concordou com isso e agora vão ser analisados os detalhes, mas ele deu ok para criar autarquia específica para serviço florestal brasileiro até o fim do ano, se possível."
 
Segundo ele, a criação de uma autarquia específica para tratar do tema e o aumento de poderes do serviço gerará, entre 2008 e 2009, 36 mil empregos e 2,8 milhões de metros cúbicos de madeiras legais e certificadas. 
 
Durante a reunião, o presidente Lula também recebeu uma cópia do licenciamento de instalação da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

SOS AMAZONIA: LA DESTRUCCION DE LA AMAZONIA PARTE I



Ya ocurrió una vez. Del Bosque Atlántico, que abarcaba la costa brasileña desde Rio Grande do Sul hasta la de Ceará, solo tenemos hoy entre el 5% y 8%, según la estimación más optimista.
Desde Rio de Janeiro-Brasil.

Ya ocurrió una vez. Del Bosque Atlántico, que abarca la costa brasileña de Rio Grande do Sul a la de Ceará, solo tenemos hoy entre el 5% y 8% en la estimación más optimista. Es que la Amazonia está bajo ataque. Lejos de los centros más desarrollados, la selva amazónica se mantuvo casi intacta hasta hace treinta años. En las últimas tres décadas, sus árboles han sufrido más bajas que en los últimos cuatro siglos. No es una causa perdida.

El Amazonas está todavía bajo rala la ocupación de la mayoría de los humanos y hay regiones con el tamaño de los países europeos que aún están intactas. Uno puede viajar diez horas en el Río Negro, uno de los más grandes afluentes del Amazonas, sin cruzar no más de cuatro o cinco barcos, y no ver movimiento en las orillas, a excepción de una docena de casas solitarias. Pero en las regiones económicamente más atractivas, en los lugares ya están ocupados por pueblos y ciudades, el ataque sobre el bosque es brutal.
 
Desde fines de los años 60, cuando comenzó esta cruzada de exterminio, ya ha desaparecido una superficie de cultivo más grande que Francia en la Amazonía, tanto  por la acción del fuego como de la moto-sierra. No hay constancia de la extinción de especies animales en la región. Pero los cambios del medio ambiente, la caza y la pesca centralizada, amenazan la culinaria local.
 
Decenas de mamíferos y reptiles se encuentran en la lista de especies en riesgo. El manatí, un mamífero que llega a pesar hasta 500 kilos con una dieta de pasto acuático, es cada vez más raro.  El jaguar y los monos están en la lista, así como algunas especies de cocodrilos y tortugas. En Breve estará en esta lista el pirarucu.
 
Poco a poco, pero continuamente, el Amazonas está siendo quemado por los alimentos, por la furia de los aserraderos, por la contaminación descontrolada de las minas y la instalación de explotaciones ganaderas en los humedales que actúan como viveros para peces. Brasil se ha recobrado de la fuerza destructiva de los años 80, cuando el país se convirtió en un paria internacional de la ecología, pero el bosque sigue desapareciendo a un ritmo de aproximadamente del territorio del estado de Sergipe cada año y medio. La pregunta que hacemos: ¿por qué y para qué? 

El Amazonas, el más rico y el más grande bosque tropical del mundo, un territorio único por su indescriptible variedad de flora y fauna, se extiende por nueve países de América del Sur, en lo que Brasil tiene la mayor parte de los bosques, el 60% del total. En la Amazonia brasileña, el río Amazonas corta de punta a punta a la Amazonía y la empapa por medio de sus más de 1.000 de sus afluentes; ahí caben catorce o veinte Alemanias e Inglaterras juntas.
 
No hay otro lugar en el mundo con tal variedad de especies de aves, peces e insectos. En una pequeña zona de la selva brasileña, una extensión que se cruza a pie en unas pocas horas, hay más diversidad de plantas que en toda Europa. Cuando un extranjero piensa en Brasil, es probable que lo primero que asocia a este país, antes de que el fútbol o la samba, es el bosque tropical. Cuando un brasileño piensa de sí mismo en oposición a otras personas, también pone a la Amazonia como uno de los símbolos más irresistibles de su nacionalidad.
 
Bueno, ¿Cómo esta provincia está siendo tratada por los ecologistas admirados dentro y fuera de Brasil? "En el nuevo siglo, el Amazonas está siendo transformado por la deforestación, el crecimiento urbano, minería, represas y una mayor explotación de sus recursos naturales". Esto según uno de los mejores trabajos jamás escrito sobre la región, las inundaciones de la Fortuna , dos investigadores norteamericanos que vivían allí, Michael Goulding y Nigel Smith, y un experto del Banco Mundial, Dennis Mahar. Toda la destrucción está sucediendo en una región que Goulding considera "la más grande celebración de la diversidad del planeta." 
 
El servicio forestal y la absurda cantidad de líquido que fluye por ella, un quinto del agua dulce en el mundo, estimulado la falsa creencia de que la Amazonia es una fuente inagotable, crearon el mito de la superabundancia, que persiste desde la llegada de los primeros europeos, desde hace cerca de 500 años. La verdad es otra cosa. El suelo de la Amazonia, de arcilla o arena en su mayor parte es poco profundo. Los árboles se alimentan de la propia materia orgánica que cae al suelo, compuesta de ramas, hojas, flores, frutas, gusanos, insectos, hongos, desde la copa de los arboles.
 
El material se pudre, los descartes en el terreno y se chupa por la red de raíces superficiales. El suelo de la Amazonia no es el depósito del que las plantas recibirán los nutrientes, como en otras regiones. En el bosque más grande del mundo, la tierra es el único lugar donde los árboles se apoyan físicamente, nada más. Una vez retirada la capa verde vegetal, la tierra no es la fuerza que va a rehacer un nuevo bosque. La lluvia tiene un mecanismo similar. El Amazonas existe sólo porque llueve mucho en la región. La mitad de la lluvia que viene del océano Atlántico. La otra mitad el resultado de la evaporación del sudor de los bosques, un fenómeno que los expertos llaman la evapotranspiración. Cortándose la capa original, la lluvia se reducirá a la mitad, y en este momento, nadie sabe qué va a pasar.
 
"La región depende de la conservación de su manto forestal; sin él habrá un desequilibrio como consecuencia de ello, esto cuando son impredecibles", escribe Emydio Luiz de Mello Filho, profesor de botánica en la Universidad Federal de Río de Janeiro en un libro de fotografías y artículos científicos sobre el bosque, flora y fauna amazónica. Es a partir de una cierta cantidad de la deforestación del bosque que se pierde la capacidad de auto-regeneración. Una de las cosas que los científicos no saben es que nos encontramos en este punto sin retorno. Mientras tanto, la moto-sierra despeja el terreno. El ruido que se encuentra en el bosque de montaña es muy alto. Pero entre las autoridades responsables del medio ambiente, parece que todo el mundo está utilizando los protectores auditivos. 

Dos fenómenos aparentemente contradictorios coexisten en la biología de la Amazonía. Existe una insuperable cantidad de especies, pero relativamente pocos ejemplares dentro de cada uno. Esto se aplica a los árboles o los peces. En una superficie relativamente pequeña es difícil encontrar tres árboles de la misma familia. Debido a la gran dispersión de los árboles, los serigueros deben caminar kilómetros y kilómetros en el bosque para encontrar arboles de caucho.
 
Cada caucho está a una distancia de 100, 200 metros el uno del otro. En los ríos, el fenómeno se repite. El observador poco familiarizado con la Amazonía advierte la falta de biólogos que advierten del riesgo de que algunos peces se están valorizando, más valorados por los consumidores en la región. Se observa una paradoja, “la paradoja del atún". Si el atún es cada vez más consumido en todo el mundo y nadie dice que esta especie está en peligro de extinción, ¿por qué entonces en la población de pirarucu o tambaqui, consumido sólo por los residentes de la Amazonía nadie advierte esta amenaza? 
 
Allí, en el Amazonas, hay una incomparable variedad de peces, probablemente alrededor de 3.000 especies en total, quince veces más que en todos los ríos de Europa, pero el número de pirarucus o tambaquis representa una fracción de esa cantidad. En la base de la cadena alimentaria de los océanos hay más que los nutrientes en los ríos, para empezar. Estos nutrientes son poco afectados por la intervención del hombre. En el río Amazonas, por el contrario, el hombre tiene un visible efecto negativo en la fuente básica de alimentos, toneladas de frutas y semillas que las inundaciones reciben bosques inundados durante los ciclos de la lluvia. Entre Manaos y Río Xingu, con una longitud de 2.000 kilómetros, las llanuras aluviales del río Amazonas se está transformando rápidamente en pastos para el ganado.
 
Fuente:www.veja.com

Texto en Brasileño

Já aconteceu uma vez. Da Mata Atlântica, que cobria a costa brasileira do Rio Grande do Sul até o Ceará, só restam hoje entre 5% e 8%, na estimativa mais otimista. Agora, é a Amazônia que está sob ataque. Distante dos centros mais desenvolvidos, a Floresta Amazônica permaneceu quase intocada até trinta anos atrás. Nas três últimas décadas, suas árvores sofreram mais baixas do que nos quatro séculos anteriores. Não é um caso perdido. A Amazônia ainda está sob ocupação humana das mais ralas e há regiões com a dimensão de países europeus que continuam intactas. 

Ainda se pode viajar dez horas no Rio Negro, um dos maiores da Amazônia, sem cruzar com mais de quatro ou cinco barcos e sem ver movimentação nas margens, a não ser por uma dúzia de casebres solitários. Mas em regiões economicamente mais atraentes, lugares que já são ocupados por vilarejos e cidades, o ataque à floresta é brutal.

Desde o fim dos anos 60, quando começou essa cruzada de extermínio, uma capa vegetal com área maior que a da França já desapareceu na Amazônia, pela ação do fogo ou da motosserra. Não há registro de extinção de espécies animais na região. Mas as alterações do meio ambiente, a caça predatória e a pesca centralizada nos peixes preferidos pela culinária local ameaçam um zoológico inteiro de desaparecer para sempre. Dezenas de mamíferos e répteis estão na lista das espécies em risco. O peixe-boi, um mamífero pacífico que atinge até 500 quilos com uma dieta de capim aquático, está ficando cada vez mais raro. Onça e macacos figuram na lista, bem como algumas espécies de jacaré e tartaruga.

Em breve, o pirarucu, maior peixe amazonense, pode fazer parte das espécies ameaçadas. Aos poucos, mas ininterruptamente, a Amazônia está sendo comida pelas queimadas, pelo furor das serrarias, pela poluição descontrolada dos garimpos e pela instalação de fazendas de gado em várzeas que funcionam como berçários de peixes. O Brasil nunca retomou o vigor destrutivo dos anos 80, quando o país se tornou um pária internacional da ecologia, mas atualmente a floresta está desaparecendo ao ritmo aproximado de um território como o de Sergipe a cada ano e meio. A pergunta a se fazer é: por que e para quê?

A Amazônia, a mais rica e a maior floresta tropical do mundo, um território único pela variedade indescritível de sua flora e fauna, estende-se por nove países da América do Sul, dos quais o Brasil fica com a maior parte da mata, 60% do total. Na Amazônia brasileira, cortada de ponta a ponta pelo Rio Amazonas e empapada por mais de 1.000 de seus afluentes, caberiam catorze Alemanhas ou veinte Inglaterras. Não há outro lugar no mundo com tamanha variedade de espécies de pássaros, peixes e insetos. Numa área insignificante da mata tropical brasileira, uma extensão que se cruza a pé em algumas horas, existe mais diversidade de plantas do que em toda a Europa. 

Quando um estrangeiro pensa no Brasil, é provável que a primeira associação que faça, antes do futebol ou do samba, seja a floresta tropical. Quando um brasileiro pensa em si próprio em oposição a outros povos, também coloca a Amazônia como um dos mais irresistíveis símbolos de sua nacionalidade. Pois bem: como está sendo tratada essa província ecológica tão admirada dentro e fora do Brasil? "À medida que o novo século se aproxima, a Amazônia está sendo transformada por desmatamento, crescimento urbano, mineração, represas e uma exploração generalizada de seus recursos naturais", lê-se num dos melhores trabalhos já escritos sobre a região, Enchentes da Fortuna, de dois pesquisadores americanos que lá viveram, Michael Goulding e Nigel Smith, e de um especialista do Banco Mundial, Dennis Mahar. Toda a destruição está acontecendo em uma região que Goulding considera "a maior celebração da diversidade do planeta".

O viço da floresta e a quantidade absurda de líquido que por ela escorre, um quinto da água doce do planeta, estimularam a crença falsa de que a Amazônia é um celeiro inesgotável. Criou-se, sobre a Amazônia, o mito da superabundância, que persiste desde a chegada dos primeiros europeus, há quase 500 anos. A verdade é outra. O solo da Amazônia, argiloso ou arenoso em sua maior parte, é fraquíssimo. As árvores se nutrem do próprio material orgânico que cai ao chão. Galhos, folhas, flores, frutos, vermes, insetos, fungos  tudo isso se desprende das copas e se amontoa no solo. O material apodrece, desfaz-se na terra e é sugado pela teia superficial das raízes. O chão da Amazônia não é o reservatório em que as plantas vão buscar os nutrientes, como acontece em outras regiões. Na maior floresta do mundo, o solo é só o lugar onde as árvores se apóiam fisicamente, nada mais.

Retirada a capa verde, a terra não tem força para reerguer sozinha uma nova mata. A chuva tem um mecanismo parecido. A Amazônia só existe porque chove muito na região. Metade dessa chuva vem do Oceano Atlântico. A outra metade resulta da evaporação do suor da floresta, um fenômeno que os especialistas chamam de evapotranspiração. Cortando-se a cobertura vegetal, a chuva será reduzida pela metade e, nesse ponto, ninguém sabe o que acontecerá. "A região depende da manutenção de sua cobertura florestal e, sem ela, se estabelecerá um desequilíbrio, cujas conseqüências, no momento, são imprevisíveis", escreve Luiz Emydio de Mello Filho, professor de botânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em um livro de fotos e artigos científicos sobre a floresta, Amazônia Flora e Fauna. É só a partir de uma determinada quantidade de desmatamento que a floresta perderá a capacidade de auto-regeneração. Uma das coisas que os cientistas não sabem é em que lugar está situado esse ponto sem volta. Enquanto isso, a motosserra vai limpando o terreno. O barulho que a serra faz na floresta é muito alto. Mas, entre as autoridades responsáveis pelo meio ambiente, parece que todo mundo está usando protetores de ouvido.

Dois fenômenos aparentemente contraditórios convivem na biologia da Amazônia. Lá existe um número insuperável de espécies, mas relativamente poucos exemplares dentro de cada uma. Isso vale para árvores ou peixes, indiferentemente. Num espaço equivalente a um quarteirão é difícil encontrar três árvores da mesma família. Em razão da grande dispersão das árvores, os seringueiros precisam andar quilômetros e quilômetros na mata. Cada seringueira fica a 100, 200 metros uma da outra. Nos rios, o fenômeno se repete. O observador pouco familiarizado com a Amazônia tende a desconfiar dos biólogos que alertam para o risco que estariam correndo alguns peixes mais valorizados pelos consumidores da região. Estabelece-se, para esse observador, uma espécie de "paradoxo do atum". Se o atum é cada vez mais consumido no mundo inteiro e ninguém diz que essa espécie corre risco de extinção, raciocina ele, por que então as populações de pirarucu ou tambaqui, consumidas apenas pelos moradores da Amazônia, estariam sob qualquer tipo de ameaça?

Existe, na Amazônia, uma variedade incomparável de peixes, provavelmente umas 3.000 espécies no total, quinze vezes mais do que em todos os rios da Europa, mas o número de pirarucus ou de tambaquis representa uma fração da quantidade a que chegam certos tipos de peixes marítimos. Na base da cadeia alimentar dos oceanos há mais nutrientes do que nos rios, para começar. E esses nutrientes são pouco afetados pela intervenção do homem. Nos rios amazônicos, ao contrário, o homem já tem um efeito negativo visível sobre a fonte básica de alimentos, toneladas de frutos e sementes que as enchentes vão buscar nas florestas alagáveis durante os ciclos da chuva. Entre Manaus e o Rio Xingu, uma extensão de 2.000 quilômetros, as várzeas do Rio Amazonas estão se transformando rapidamente em pastagens para o gado. Desmata-se também nas áreas de inundação para tirar madeira. Boiando na corrente, as toras são facilmente transportadas até a serraria mais próxima.

SOS AMAZONIA: LA DESTRUCCION DE LA AMAZONIA PARTE II



Ya ocurrió una vez. Del Bosque Atlántico, que abarcaba la costa brasileña desde Rio Grande do Sul hasta la de Ceará, solo tenemos hoy entre el 5% y 8%, según la estimación más optimista. Es que la Amazonia está bajo ataque. 
Desde Rio de Janeiro-Brasil.

Sucede por la deforestación de las zonas de inundación para obtener madera. Flotando en la corriente, los troncos son fácilmente transportados al aserradero cercano. 

La experiencia mundial ha demostrado que la destrucción de zonas verdes se produce con redoblado furor en las regiones más pobres y es muy difícil proteger el verde dejando desprotegidas estas áreas. El tipo que recoge la madera en su viejo camión en el sur de Pará y entra en el bosque para robarlo y venderlo en un aserradero de registro se encuentra cerca de una actividad de subsistencia. Es más fácil convertirlo en un miembro del Club Rotario que en un soldado de la naturaleza.
En varias ocasiones, el gobierno trató de encontrar soluciones a la pobreza endémica de la región del Amazonas y siempre ha optado por soluciones simplistas a veces, a veces megalomaníacas que, al final, con el tiempo, produjeron situaciones como la tala. Brasilia desplazó a las poblaciones indígenas de su territorio con el pretexto de hacer avanzar la Amazonia, arrancaron árboles, hicieron las carreteras dentro de los bosques, crearon los campesinos sin tierra y atrajo gente del Nordeste para la deforestación y hacer plantación en el bosque, alentó la creación de la ganadería en una región que no se presta para esto. Todos los errores cometidos en circunstancias inimaginables. Y no se quería ver lo evidente.
El turismo ecológico genera 260 millones de dólares por año para los países que operan. El Amazonas, el más poderoso de la ecología compleja del mundo, recibe sólo el 0,01% de esa cantidad. Algo está mal y no es con el Caboclo que está poniendo el fuego en un gallinero a la planta de yuca en la ribera del Río Solimões. Los gobiernos de los estados de Pará y Amazonas extienden la alfombra roja para atraer a los madereros de Malasia, que se han hechos doctorados en la gestión de la cadena, con la mirada contemplativa del gobierno federal. Con tanto entusiasmo oficial en cuestión, se tiene la impresión de que, al menos en términos económicos, la Amazonia está haciendo un gran negocio con la tala de sus árboles, cuando en realidad todo el comercio de madera dura en el mundo asciende a menos de la mitad que los norteamericanos por sí solo únicamente generan con la pesca deportiva.
El Amazonas tiene una clara vocación para actividades como el turismo ecológico y la pesca controlada. La minería, con la ventaja de su baja y alta rentabilidad por dividendo, es también una innegable vocación. Tradicionalmente, Brasil desconfía de los grandes proyectos en este campo cuando participa el sector privado, especialmente si hay detrás de ellos están los extranjeros. Mientras tanto, algunas causas de la misteriosa fuerza de la región es la parcialización de los ojos por los madereros. 
Hay incentivos para todo tipo de actividad oficial de depredadores, y eso es lo que acaba de asegurarse de que no estaba en los planes de los burócratas de la capital. Esto ocurrió con la extracción de caucho. En los primeros años de este siglo, en el pico de la goma de comercio en la región, Manaus tenía el ingreso per cápita más alto que el que tenía el sur de Brasil. Los barones del caucho, imitando los ricos de París, tomaban champaña y usaban ropa importada de Francia. La vida en Manaos, se dice con orgullo era cuatro veces más caro que en Nueva York. Un hotel de la ciudad tenía la reputación de ser el más grande del mundo y en el teatro, según las deslumbrantes normas brasileñas en aquel momento, había óperas con las empresas europeas. La fiesta se prolongó hasta el momento en que el primer árbol de caucho en Malasia empezó a producir látex por un precio equivalente a una sexta parte del precio que prevalecía en Manaos. 
En el caso de la goma, no había ningún plan de conquista de los bosques artificiales. Con pocas excepciones, cuando esto ocurrió, los resultados fueron pobres, a veces patéticos. El pionero de los coches, Henry Ford, derrocó al bosque a la planta de caucho en los bancos del Tapajós, en 30 años, y dejó una fortuna enterrada en el suelo del Amazonas. En el bosque, los árboles de caucho están distantes unos de otros, en medio del bosque. Otro magnate EE.UU., Daniel Luis, compró la granja más grande del mundo en Amapá, en los años 60, y perdió 1 mil millones de dólares en el sueño de la fabricación de pasta de papel, la ganadería y la plantación de arroz. 
Después de que el presidente Juscelino Kubitschek dijo que su gobierno "rompería la selva", para iniciar las obras de la carretera Belén-Brasilia en 1958, los proyectos en el amazonas se pusieron de moda. Una de las fijaciones de la dictadura militar en los años 60 y 70 era integrar la región amazónica de Brasil con el resto. Los militares temían dos cosas. Uno, que el vacío de la selva fue ocupada promoviese la intervención de países vecinos. El otro, que terminen siendo reclamados por las naciones ricas y los pobres de otros lugares. Después de todo, si las Naciones Unidas comenzó a forzar la mano para que Brasil acepte 300 millones de chinos en la Amazonía, ¿Dónde estaría la soberanía brasileña sobre el bosque? Ese fue el sentimiento que predomina en los cuarteles durante esos años. La orden fue en Brasilia colonizar la Amazonia de todos modos, tan pronto como sea posible, sea cual sea el costo.
La deforestación no se llevó a cabo con mucho cuidado y el idealismo. 
En medio de un delirio de grandeza, el gobierno decidió atravesar todo el bosque con una carretera, la construcción de la Transamazónica atrajo millones de colonos a sus orillas. La Transamazónica es ahora un camino fangoso y semi-abandonado. Los colonos pronto descubrieron que la tierra de sus jardines no daba más de dos o tres cultivos después de la primera cosecha. Tratando de fijar una ruta, Brasilia intercambio humildes campesinos por grandes empresas que, pues de acuerdo a los estrategas el objetivo era transformar la Amazonía en un importante exportador mundial de carne de vacuno.
Atraídos por los incentivos fiscales y la financiación, las empresas sin tradición en la agricultura, como Volkswagen, Varig y la compañía de seguros Atlántica de Boavista, además de una lista de 300, aceptó la invitación oficial para talar árboles en el frágil suelo de la Amazonia a fin de plantar césped para los futuras rebaños. Pero ni siquiera la hierba se desarrolló en la región. En el marco del plan, la única parte del proyecto que se llevo a cabo fue la tala del bosque. 
Después de esta serie de fracasos, la Amazonia está aun considerada como una fruta que debe ser exprimida a cualquier precio. Brasil, ahora es el segundo mayor productor de rebaño bovino en el mundo, con 170 millones de cabezas… Sin embargo, hay ganaderos que desmantelan la selva amazónica para engordar ganado allí. En la agricultura, lo mismo sucede. Brasil tiene una enorme cosecha de 77 millones de toneladas de grano; incluso podría cosechar más de cinco veces esto en una superficie en el Estado de Bahía, aplicando las normas europeas de siembra y cosecha.
Lo contrario sucede con los avances que se dan en la agricultura en los bordes de la carretera que se desarrolla tras la construcción de estas, al dejar los constructores tras su paso campos con árboles talados. Esta decisión es insensata en una región que tiene más de 20000 kilómetros de ríos navegables: lo que hace que la construcción de carreteras sea de poca utilidad, como el caso de Perimetral Norte, que se tragado parte del bosque. Aunque no es exactamente la parte que han destruido o dañado seriamente los bosques lo que más preocupa; eso al final del día ya está perdido. Lo que asusta es el ritmo de deforestación…
Fuente:www.veja.com

Texto en Brasileño

A DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA

Uma área maior que a da França já foi devastada
ou seriamente danificada na floresta

A experiência mundial tem demonstrado que a devastação de áreas verdes ocorre com furor redobrado em regiões pobres e que é muito difícil proteger o verde deixando desprotegidos os habitantes. O sujeito que pega seu caminhão velho no sul do Pará e entra na mata para surrupiar uma tora e vender na serraria mais próxima está numa atividade de subsistência. É mais fácil transformá-lo num membro do Rotary Club do que num soldado da natureza. Em várias oportunidades, o governo tentou encontrar soluções para a pobreza endêmica da região amazônica e sempre optou por soluções ora simplistas, ora megalomaníacas, que, no final das contas, acabaram produzindo tipos como o derrubador de árvores. Brasília perturbou populações indígenas tirando-as de seus territórios a pretexto de fazer a Amazônia progredir, rasgou estradas inúteis no fundo da mata, atraiu sem-terra do Nordeste para desmatar e plantar na floresta, incentivou a criação de gado numa região que não se presta a isso. Cometeu todos os erros imagináveis nas circunstâncias e nunca quis enxergar o óbvio.

O turismo ecológico rende 260 bilhões de dólares por ano para os países que o exploram. A Amazônia, o mais poderoso complexo da ecologia mundial, leva apenas 0,01% dessa verba. Alguma coisa está errada e não é com o caboclo que está pondo fogo numa capoeira para plantar mandioca na margem do Rio Solimões. Os governos dos Estados do Pará e do Amazonas estendem tapetes vermelhos para atrair os madeireiros malaios, que têm Ph.D. no manejo da motosserra, sob o olhar contemplativo do governo federal. Com tanto entusiasmo oficial envolvido, fica-se com a impressão de que, pelo menos em termos econômicos, a Amazônia está fazendo um grande negócio com a derrubada de suas árvores, quando na verdade todo o comércio de madeira nobre no mundo equivale a menos da metade do que os americanos apuram sozinhos apenas com a pesca esportiva.

A Amazônia tem uma vocação óbvia para atividades como o turismo ecológico e a pesca controlada. A mineração, com sua vantagem de derrubar pouca mata e render alto dividendo, é também uma vocação indiscutível. Tradicionalmente, o Brasil desconfia de grandes projetos nesse campo quando tocados pela iniciativa privada, sobretudo se há estrangeiros por trás. Enquanto isso, alguma força misteriosa faz com que os políticos da região se inclinem pelos madeireiros de olhos puxados.

Há incentivos oficiais para todo tipo de atividade predatória, e o que acaba dando certo é aquilo que não estava nos planos dos burocratas das capitais. Isso aconteceu com a extração da borracha. Nos primeiros anos deste século, pico do comércio da borracha na região, Manaus tinha renda per capita superior à do sul do Brasil. Os barões da seringueira, imitando parisienses, tomavam champanhe e vestiam roupas importadas da França. A vida em Manaus, segundo se dizia com orgulho por lá, era quatro vezes mais cara do que a de Nova York. Um hotel da cidade tinha a reputação de ser o maior do mundo e o teatro, deslumbrante para os padrões brasileiros na época, apresentava óperas com companhias européias. A festa durou até o momento em que o primeiro seringal da Malásia começasse a produzir látex por um sexto do preço vigente em Manaus.

No caso da borracha, não foi aplicado nenhum plano artificial de conquista da floresta. Com poucas exceções, sempre que isso aconteceu os resultados foram medíocres, às vezes patéticos. O pioneiro dos automóveis, o americano Henry Ford, derrubou a mata para plantar seringais às margens do Tapajós, nos anos 30, e deixou uma fortuna enterrada no solo amazônico. Na floresta, as seringueiras ficam distantes umas das outras, no meio da mata. Isso evita a dispersão de pragas. Ford plantou seringueiras como quem distribui mudas de café numa fazenda do Paraná. Deu praga e a plantação faliu. Outro magnata americano, Daniel Ludwig, comprou a maior propriedade rural do mundo no Amapá, nos anos 60, e lá perdeu 1 bilhão de dólares no sonho de fabricar polpa de papel, criar gado e plantar arroz.

Depois que o presidente Juscelino Kubitschek declarou que seu governo iria "arrombar a selva", ao iniciar as obras da Rodovia Belém--Brasília, em 1958, a receita da fanfarronice amazônica entrou na moda. Uma das fixações da ditadura militar nos anos 60 e 70 era integrar a Amazônia ao resto do Brasil a toque de corneta. Os militares temiam duas coisas. Uma delas, que o vazio da floresta fosse ocupado por invasores dos países vizinhos. A outra, que acabasse sendo reivindicado pelas nações ricas para acomodar os pobres que sobravam em outros lugares. Afinal, e se a ONU começasse a forçar a mão para que o Brasil aceitasse 300 milhões de chineses na Amazônia, onde é que iria parar a soberania brasileira sobre a floresta? Esse era o sentimento que predominava nos quartéis durante aqueles anos. A ordem em Brasília era colonizar a Amazônia de qualquer maneira, o mais depressa possível, custasse o que custasse. "Integrar para não entregar", conforme dizia um dos slogans da época. Nunca o desmatamento foi realizado com tanto esmero e idealismo.

Num delírio de grandeza, o governo resolveu cortar a selva inteira com uma rodovia, a Transamazônica, e instalar milhões de colonos às suas margens. A Transamazônica é hoje um caminho lamacento e semi-abandonado. Os colonos descobriram logo que o terreno de suas roças não dava mais do que duas ou três colheitas depois da queimada. Tentando uma correção de rota, Brasília trocou os agricultores humildes por empresas gigantescas que deveriam, segundo o plano dos estrategistas de gabinete, transformar a Amazônia num dos grandes exportadores mundiais de carne. Atraídas por incentivos fiscais e financiamentos, empresas sem nenhuma tradição na agropecuária, como a Volkswagen, a Varig e a companhia de seguros Atlântica Boavista, numa lista de 300, aceitaram o convite oficial e foram derrubar árvores no solo frágil da Amazônia a fim de plantar capim para os futuros rebanhos. Mas nem mesmo o capim se desenvolveu no chão fraco da região. Do plano, a única parte que deu certo foi a derrubada da mata.

Depois dessa série de malogros, a Amazônia ainda continua sendo vista como uma fruta que deve ser espremida a qualquer preço. O Brasil, hoje com o segundo maior rebanho bovino do mundo, 170 milhões de cabeças, precisaria de uma área não muito maior do que a de Minas Gerais para multiplicar esse plantel por cinco, tornando-se uma potência imbatível no ramo. Bastaria aplicar técnicas que hoje são corriqueiras na região do Triângulo Mineiro. Mas há pecuaristas desmatando a floresta tropical amazônica para engordar gado por lá. Na agricultura, acontece a mesma coisa. 

O Brasil já tem uma safra enorme, de 77 milhões de toneladas de grãos, mas poderia colher cinco vezes mais num pedaço de terra como o do Estado da Bahia, desde que aplicasse padrões europeus de plantio e colheita. Em vez disso, a agricultura avança nas bordas da floresta, deixando atrás um campo semeado de toras abatidas. Numa região que tem 20.000 quilômetros de rios navegáveis, constroem-se rodovias de pouca utilidade como a Perimetral Norte, que a floresta já comeu de volta. Não é exatamente a parte já destruída ou seriamente danificada da floresta que mais preocupa. Essa parte, no fim das contas, já está mesmo perdida. O que assusta é o ritmo imperturbável que o desmatamento adquiriu. Foi assim com a Mata Atlântica.


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