quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Japão cria banco de esperma de animais em perigo de extinção

Cientistas criaram técnica para conservar sêmen em temperatura mais alta.
Dois cientistas japoneses anunciaram nesta quarta-feira (28) a abertura de um banco de esperma de animais em perigo de extinção, para o qual utilizaram uma técnica de liofilização que permite conservar o sêmen em temperatura mais elevada.

A liofilização é um processo de secagem e de eliminação de substâncias voláteis realizado em temperatura baixa e sob pressão reduzida.

Esta equipe do Instituto de Experimentação em Animais da Universidade de Kioto conseguiu conservar o esperma extraído de duas espécies de primatas ameaçadas e de um tipo de girafa, explicou o professor Takehito Kaneko à AFP.

Os pesquisadores misturaram o esperma com um líquido de conservação e liofilizaram o conjunto, o que permite conservar o sêmen a 4 graus Celsius - uma temperatura mais elevada e menos exigente no consumo de energia que as técnicas tradicionais de conservação.

A equipe de Kaneko, que conseguiu liofilizar o esperma de um rato e um camundongo, explicou que esses espermatozoides continuavam viáveis cinco anos depois.

'Os cientistas podem desta maneira ter acesso a informações genéticas mais facilmente, o que significa que poderemos ajudar a conservar as espécies ameaçadas', acrescentou Kaneko.

Esta técnica não foi aplicada ainda ao esperma humano, mas isso poderá ser estudado no futuro, segundo o cientista, que anunciou seu próximo objetivo que é desenvolver um método similar para óvulos.


'Pode parecer um sonho, mas poderemos, no futuro, levar as informações genéticas ao espaço. Caso o homem venha a colonizar outros planetas, por exemplo, esta técnica poderá ajudar a estabelecer espécies de animais nesses planetas', explicou.

Baleia encalha em praia da Flórida, nos EUA, e tem de ser sacrificada

Animal da espécie cachalote-anão foi encontrado em Delray Beach.

Uma baleia da espécie cachalote-anão foi encontrada encalhada na praia de Delray Beach, no estado da Flórida, sul dos Estados Unidos. De acordo com autoridades responsáveis pela vida selvagem e com a polícia local, não era possível determinar por que a baleia encalhou nem o que tinha de errado com o animal.


Diante da constatação de que ela não iria sobreviver, biólogos realizaram uma eutanásia e removeram-na do local, levando-a  ao Zoológico de Palm Beach para a realização de estudos.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Análise aponta Natal com um ponto impróprio para banho

Vista aérea da Praia de Areia Preta, em Natal
(Foto: Canindé Soares)
Banhistas devem evitar o trecho da Praça da Jangada, em Areia Preta.


 A praia de Areia Preta é o único ponto impróprio para banho identificado pelo Programa Água Azul nesta semana. De acordo com o último boletim de balneabilidade das praias do litoral de Natal e região metropolitana, o contato com a água deve ser evitado no trecho em frente à Praça da Jangada. O estudo foi divulgado nesta sexta-feira (23) e é válido por uma semana.

O ponto identificado em Areia Preta é o mesmo da semana passada. Foram registrados altos  índices de coliformes fecais no local. O Programa Água Azul analisou 31 trechos, que estão distribuídos entre as praias de Tabatinga, em Nísia Floresta, e a praia de Pitangui, em Extremoz.

Além do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) Idema e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), outras entidades fazem parte do programa Água Azul, como a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn), Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).

ONG lança aplicativo para alertar sobre praias impróprias para banho de mar no Reino Unido

Gratuito, serviço envia alertas ou mensagens de texto a usuários sobre despejos de esgoto.

Uma organização não governamental (ONG) britânica lançou um aplicativo de celular que avisa banhistas e surfistas sobre as praias impróprias para banho por causa da poluição.
O serviço gratuito envia alertas ou mensagens de texto sobre o lançamento de esgoto e água da chuva em quase 250 praias da Inglaterra e do País de Gales.

O aplicativo foi criado em resposta às preocupações sobre um aumento do despejo de esgoto nas zonas costeiras do país, o que pode causar inúmeras doenças.

A iniciativa, desenvolvida pela ONG Surfers Against Sewage (SAS, na sigla em inglês, ou Surfistas contra o Esgoto, em tradução livre), foi financiada pela agência de meio ambiente do Reino Unido.
As enchentes ocorridas no verão de 2012 no país aumentaram a quantidade de praias sem as exigências mínimas de qualidade da água. Ao mesmo tempo, o número de locais para banho de mar com um maior nível de limpeza caiu.

O aplicativo pode ser baixado em smartphones iPhone ou Android. Além disso, o serviço acessa dados das companhias de água sobre o transbordamento das estações de esgoto. Em dias de chuva forte, esse sistema das estações permite que a água das ruas e o esgoto não tratado sejam despejados no mar, para evitar que haja refluxo nos canos das casas.

Doenças
O aplicativo ainda envia alertas ou mensagens de texto aos usuários quando a poluição atinge níveis considerados perigosos. A informação é postada online.
A SAS espera que o serviço ajude os banhistas a escolher seus locais de lazer com maior segurança, sem o temor de contrair doenças como infecções ou hepatite.

O aplicativo também permite que os banhistas enviem uma mensagem para "cobrar" as companhias de água e relatar lançamentos de esgoto à agência de meio ambiente do país.

O serviço de alerta de esgoto foi testado em três praias de Cornualha, no sudoeste da Inglaterra.
Além disso, uma pesquisa conduzida pelo governo britânico envolvendo 591 pessoas revelou que 94% dos indivíduos que recebiam informação atualizada sobre despejo de esgoto evitavam frequentar as praias onde havia esses lançamentos.


Andy Cummins, um dos diretores da SAS, descreveu a iniciativa como "um conceito inovador, alcançado graças a anos de campanha contra o despejo secreto de esgoto pelas companhias de água".

Chuva ácida faz com que rios da costa leste dos EUA fiquem alcalinos

Chuva corrói rochas ricas em minerais alcalinos, que são levados ao rio.
Águas tornam-se cada vez mais perigosas para rega e para vida aquática.

Dois terços dos rios na costa leste dos Estados Unidos registram níveis crescentes de alcalinidade, com o que suas águas se tornam cada vez mais perigosas para a rega de plantios e a vida aquática, informaram cientistas esta segunda-feira.

A razão da mudança é o legado da chuva ácida, que corrói rochas e pavimento, ricos em minerais alcalinos, disseram os cientistas na revista "Environmental Science and Technology".

O estudo, chefiado por Sujay Kaushal, geólogo da Universidade de Maryland (leste), examinou 97 rios do estado de New Hampshire (nordeste) à Flórida (sudeste) durante os últimos 25 a 60 anos, e encontrou 'tendências significativas no aumento da alcalinidade em 62 dos 97 locais'.
Estes rios são importantes porque abastecem com água potável grandes cidades como Washington, Filadélfia, Baltimore, Atlanta e outras metrópoles importantes.

Os cientistas disseram que este maior conteúdo alcalino pode complicar o tratamento das águas residuais e da água potável e levar a uma rápida corrosão da tubulação metálica.
A água com altos níveis de alcalinidade pode ser mais salgada e conter mais minerais. Também pode levar à toxicidade do amoníaco, capaz de causar danos a cultivos de rega, assim como afetar peixes e outras espécies de água doce.

A alcalinidade aumenta mais rápido em locais onde há pedra calcária ou rochas carbonadas debaixo dos corpos d'água, em regiões altas e onde a queda ou a drenagem das chuvas ácidas sejam elevadas, afirmaram os cientistas.

Meteorização

A dissolução de partículas alcalinas que terminam nas vias fluviais se atribui a um processo conhecido como meteorização química, no qual o ácido corrói a pedra calcária, outras rochas carbonatadas e até mesmo calçadas.

'Em alguns arroios que são cabeceira de corpos d'água, isto pode ser uma coisa boa. Mas também estamos vendo crescentes compostos antiácidos rio abaixo. E estes locais não são ácidos e as algas e os peixes podem ser sensíveis às mudanças de alcalinidade', disse Kaushal.

Apesar de a chuva ácida estar em queda nos Estados Unidos, devido em grande parte a restrições ambientais mais estritas estabelecidas na década de 1990, seu legado persiste.

'Este é outro exemplo da ampla repercussão do impacto humano nos sistemas naturais (que) é, penso eu, cada vez mais preocupante', disse o co-autor do estudo e ecologista Gene Likens, da Universidade de Connecticut e do Instituto Cary de Estudos dos Ecossistemas.
'Os legisladores e o povo pensam que a chuva ácida sumiu, mas não é assim', acrescentou.

Os pesquisadores disseram ser difícil prever por quanto tempo persistirá esta tendência à alcalinização dos rios.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Proteína extraída de planta pode agir contra vários tipos de câncer

 Testes apontam que EcTI bloqueia crescimento de tumor e metástase.
Pesquisas são necessárias antes de uso em humanos, diz professora.

Árvore orelha-de-macaco, cujas sementes possuem proteína com ação contra câncer. (Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Campo Grande/Wikicommons/Stickpen). Estudos feitos por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontam que uma proteína extraída da semente da árvore conhecida como orelha-de-macaco tem ação promissora contra pelo menos cinco tipos de câncer - gástrico, de próstata, melanoma (câncer de pele), colorretal e leucemia.

Testes "in vitro" e utilizando ratos indicaram que a proteína, batizada de EcTI devido à sua ação inibidora da enzima tripsina, bloqueou parcial ou totalmente a proliferação das células de vários tipos de câncer.
"Ela bloqueou os processos que fazem com que o tumor cresça e que faça metástase, ou seja, que migre para fazer outras invasões", afirma a professora de bioquímica da Unifesp Maria Luiza Vilela Oliva, coordenadora das pesquisas.

As informações foram apresentadas na última semana, durante a reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), em Caxambu, Minas Gerais. A atuação da proteína contra células do câncer de mama inicialmente é positiva e está sendo analisada, de acordo com a professora.

Melanoma
Ratos com um tipo de melanoma agressivo foram usados em experimentos com a EcTI, que inibiu o crescimento do câncer. "Alguns animais sequer chegaram a desenvolver o tumor. Em outros, [a proteína] inibiu 90%", afirma Maria Luiza. Já estudos com células do câncer gástrico apontaram que a EcTI impediu a adesão a tecidos saudáveis e inibiu a formação de "protuberâncias" celulares relacionadas à metástase e migração cancerígena, as chamadas "invadopodias".

Durante os testes, também foi constatado que a proteína tem ação antitrombótica (agindo contra a formação de trombose) e anticoagulante. Um dos últimos estudos sobre a EcTI foi publicado no site da revista científica "PLoS One", em abril deste ano, e detalhou a estrutura da proteína.

Efeitos colaterais
Ainda precisam ser feitas pesquisas para entender a toxicidade e possíveis efeitos colaterais da EcTI, diz Maria Luiza. Ela, no entanto, ressalta que de início não foram identificadas reações adversas durante testes em ratos. "Até o momento, não vimos toxicidade, aplicamos 4 miligramas em ratos e não houve nenhuma morte", afirma. Possíveis efeitos alérgicos da proteína também precisam ser analisados, mas até agora experiências mostraram que ela não deve causar alergia, disse a professora da Unifesp. Um dos próximos passos é também ver como a EcTI age em células do fígado humano.

O grupo de pesquisadores também está analisando  "fragmentos" derivados da proteína, os chamados peptídeos, para entender como eles agem separadamente. "Não se pode aplicar a proteína na veia de um ser humano", diz a cientista, ponderando que ainda são necessários muitos testes antes de viabilizar o uso em terapias contra o câncer em pessoas.

Um peptídeo, diz ela, é mais simples de ser usado em um tratamento, possivelmente por aplicação em via intravenosa. É provável que no futuro a proteína seja feita de forma "recombinante", utilizando bactérias manipuladas geneticamente para produzir a EcTI e assim eliminar a necessidade de extraí-la da planta, afirma a cientista.

Árvore
A orelha-de-macaco, conhecida também como tamboril ou timbaúva, é uma árvore encontrada principalmente nas regiões Centro-Oeste (no Mato Grosso do Sul) e Sul (Rio Grande do Sul), mas também ocorre em estados como Maranhão, Piauí e Pará, aponta um estudo do Instituto Florestal de São Paulo, ligado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

A árvore alcança altura média de 20 a 30 metros e tronco de 80 a 160 centímetros de diâmetro, segundo o estudo. Sua madeira é leve e era utilizada por indígenas para fabricação de canoas - ela pode servir para produção de caixotes, miolo de portas, armação de móveis e outras finalidades.

Com o nome científico de Enterolobium contortisiliquum, a árvore "é indicada para o reflorestamento de áreas degradadas de preservação permanente, em plantios mistos, por apresentar crescimento rápido inicial", afirma o texto do Instituto Florestal. O fruto da planta tem formato parecido com uma orelha, daí o nome popular. "Quando você abre o fruto, encontra as sementes. A gente retira dali o cotilédone e isola várias proteínas.

Uma delas [a EcTI] tem ação inibidora de protease", afirma a professora. A "protease", em questão, é a enzima tripsina. A sigla EcTI significa, em inglês, "Enterolobium contortisiliquum Inibidora de Tripsina".


Filhote de panda gigante faz primeiro exame neonatal

Zoológico Nacional Smithsonian divulgou foto neste domingo, no Twitter.
Bebê foi concebido por meio de inseminação artificial em 30 de março.

O Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, nos Estados Unidos, divulgou neste domingo (25), em sua página no Twitter, uma foto do filhote de panda gigante que nasceu na sexta-feira. "Nesta manhã, nosso panda filhote fez o seu primeiro exame neonatal! É robusto, saudável e completamente formado", diz a legenda.

O filhote, que ainda não foi batizado, é o terceiro de Mei Xiang, de 15 anos. Ele foi concebido por meio de inseminação artificial em 30 de março, com uma mistura de sêmen fresco e congelado, coletados a partir de dois machos diferentes, segundo o zoológico: Tian Tian, ​​que vive no Zoológico Nacional, e Gao Gao, que mora no zoológico de San Diego.

Os pandas gigantes são uma das espécies mais ameaçadas do mundo. Seu habitat natural está em algumas cadeias de montanhas no centro da China. Há cerca de 1.600 deles vivendo em estado selvagem e cerca de 300 em cativeiro, principalmente na China.

Pandas fêmeas são capazes de conceber apenas por dois ou três dias na primavera, o que torna difícil a reprodução. O período de gestação é de cerca de cinco meses. A maioria dos pandas criados em cativeiro é concebido por meio de inseminação artificial.


Determinar se uma panda está prenha pode ser complicado. As fêmeas podem ter gravidez psicológica que provoca picos hormonais e mudanças de comportamento, tais como diminuição do apetite e da mobilidade, semelhantes aos sintomas de uma gravidez real.


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