terça-feira, 8 de setembro de 2009

Viaje pela floresta com as imagens panorâmicas do Globo Amazônia

Nova ferramenta permite a internauta fazer "tour virtual" na floresta.
Conheça a rodovia abandonada que corta o coração da Amazônia.


O Globo Amazônia completa seu primeiro aniversário com um presente para os leitores: uma viagem pela Amazônia com imagens em 360 graus. (Clique para começar a viagem). O local escolhido para estrear essa nova ferramenta – que permite ao internauta olhar para todos os lados e até dar zoom nas paisagens – foi a rodovia BR-319, que liga Porto Velho a Manaus. Construída na década de 1970, a estrada tem um longo trecho abandonado e hoje corta um dos trechos mais preservados do planeta.

Para ajudar o leitor a viajar pela Amazônia, o hotsite conta com um mapa que mostra onde cada paisagem foi registrada. Dentro das imagens também é possível clicar em botões que passam para a próxima foto, em um "tour virtual".


CLIQUE AQUI PARA COMEÇAR A VIAGEM


Foto: Globo Amazônia

Nova ferramenta traz a Amazônia para dentro do computador. No mapa, o internauta pode clicar e navegar entre as imagens. Nos botões verdes, é possível virar para todos os lados, ver as fotos em tela cheia e dar zoom nas paisagens. (Foto: Globo Amazônia)

Para as proximas semanas, outros passeios pela região estão programados. Você poderá conhecer por dentro o Teatro Amazonas, construído em 1896 em Manaus. Também poderá fazer um passeio pela ferrovia Madeira-Mamoré, conhecida como a "Ferrovia do Diabo" e palco da minissérie Mad Maria. Serão mostradas ainda duas grandes obras da Amazônia: a construção da grande usina de Santo Antônio, em Porto Velho, e a ponte de 3 km sobre o Rio Negro, que ligará Manaus a Iranduba.

‘Estrada da discórdia’

A estrada que você irá conhecer em 360 graus é alvo da maior polêmica da Amazônia. O governo quer reativar a rodovia, que é a única saída por terra que Manaus pode ter para o Centro-Sul do país. Em contrapartida, os ambientalistas e pesquisadores afirmam que a reforma da BR-319 pode abrir um flanco de desmatamento em uma região que guarda grandes porções de florestas intocadas (entre dentro da floresta).


Até mesmo dentro do governo há divergências. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, é um dos principais entusiastas da reforma. Senador pelo Amazonas, ele defende que o caminho pode ajudar Manaus a escoar a produção da Zona Franca. Na outra ponta, Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, diz que só libera a reconstrução de uma parte de 450 km da estrada quando o trecho estiver "blindado" por parques e reservas.

Sem condições de tráfego

Apesar de já ter sido asfaltada, hoje metade dos 890 km da BR-319 é intransitável para caminhões e alguns carros de passeio (veja a estrada abandonada). Na época das chuvas, pode ficar intransponível até mesmo para motos e caminhonetes. Mas não é só isso que torna a estrada perigosa. No meio da mata, há 574 km sem um único posto de gasolina, oficina mecânica ou borracharia. Dentro desse pedaço, um trecho de 330 km não tem nenhum comércio, nem mesmo para comprar uma garrafa d'água. E mais: dentro desse trecho, há 189 km sem absolutamente nenhum ser humano, nenhuma casa, nada.

Apesar de todos esses desafios, ainda tem gente que se arrisca a enfrentar o caminho. Durante a viagem feita pela reportagem do Globo Amazônia, os moradores da região relataram que é comum o trânsito de caminhonetes durante a época da seca. Cruzamos com algumas delas, e até com uma Kombi, uma Brasília e um Fiat Uno, mas foi só. Pontes em péssimo estado de conservação, atoleiros e erosões profundas trazem muito perigo a quem se arrisca a percorrer o caminho (suba na ponte caída).

Clique aqui para ver fotos e relato dos bastidores da viagem

Preservação

O abandono da estrada prejudicou as famílias que moravam na região, mas também conservou as matas. Desde Humaitá, no sul do Amazonas, até Careiro Castanho, perto de Manaus, existem mais de 500 quilômetros onde a mata alta, ainda preservada, é visível na borda de todo o caminho – paisagem diferente de praticamente todas as outras rodovias da Amazônia (conheça Careiro / vá até o porto de Humaitá).


Durante o trajeto, nenhum caminhão de madeira foi visto. Segundo os moradores das regiões mais remotas, a devastação não chega por dois motivos: há freqüente fiscalização e as más condições da estrada não permitem o tráfego de veículos pesados.

Em vários locais, o Exército já começou a demarcar os parques e reservas criados para proteger os entornos da estrada. Segundo Carlos Minc, o licenciamento ambiental só será liberado quando essas unidades de conservação saírem do papel (entre nas obras do Exército na região).

Moradores querem a reforma

Entre os moradores da beira da estrada é unânime a vontade de reformar a rodovia. A maioria deles não tem carro, e às vezes têm que enfrentar dezenas ou centenas de quilômetros de bicicleta para fazer compras ou buscar ajuda médica (entre na casa de uma família da região).


"Nós estamos praticamente ilhados. Quando viemos para cá, há 25 anos, tínhamos quatro ônibus por dia indo para Humaitá, Manicoré, Porto Velho e Lábrea. Hoje não temos nada. Precisamos dessa estrada", defende Nilda Castro dos Santos, presidente da associação de moradores de Igapó Açu, uma vila de duas dúzias de casas que fica em um dos trechos mais desertos da rodovia (conheça a pequena vila de Igapó Açu).

A opinião é compartilhada por Marli Techner Schroder, que veio de Santa Catarina em 1991 e hoje é a última moradora da estrada, para quem vai do sul ao norte, antes do trecho totalmente abandonado. Segundo ela, a maior dificuldade de adaptação à Amazônia não foi o calor ou a distância dos parentes. "O maior problema é a época da chuva, quando a estrada fica crítica" (visite a
fazenda dos Schroder).

Ferrovia, estrada ou hidrovia?

Como alternativa à reforma da estrada, pesquisadores têm indicado a construção de uma ferrovia de cerca de 400 quilômetros, cortando o trecho mais deserto. Outra opção seria melhorar o transporte hidroviário pelo Rio Madeira, que é paralelo à estrada. Hoje, a viagem entre Manaus e Porto Velho pode demorar até cinco dias, dependendo da cheia dos rios (conheça um mirante com vista para o Rio Madeira).

Enquanto se discute a melhor alternativa, biólogos correm para pesquisar as matas da região enquanto elas ainda estão protegidas pelo isolamento. Uma nova espécie de gralha e umnovo tipo de macaco já foram descobertos entre os rios Madeira e Purus, justamente onde o traçado da estrada abandonada risca a floresta.



Aprenda a vigiar a floresta usando o mapa do Globo Amazônia

Veja como você pode protestar contra queimadas e desmatamentos.
Em 1 ano, mais de 500 mil pessoas protestaram 48 milhões de vezes.


Somente em julho, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou desmatamento equivalente à área de metade do município de São Paulo. Para quem está em casa, longe da mata, pode parecer difícil fazer algo para frear o devastação. O Globo Amazônia prova, contudo, que com a participação dos internauta surgiu um grande movimento contra a devastação da maior floresta tropical do mundo.

Acompanhe, nas imagens abaixo, como você pode ver onde estão os principais pontos de destruição da Amazônia, e como protestar contra tudo isso usando o mapa interativo do
Globo Amazônia.

Indisponivel/Indisponivel

Para utilizar o mapa, é necessário ter o uma conta no Orkut. Caso você ainda não tenha, entre em www.orkut.com e cadastre-se.

Indisponivel/Indisponivel

Entre na página inicial do portal Globo Amazônia (www.globoamazonia.com.br) e clique em “Participe”.

Indisponivel/Indisponivel

Você entrará na tela de instalação do mapa no Orkut. Clique em 'Adicionar Aplicativo'.

Indisponivel/Indisponivel

A próxima tela já é o mapa do Globo Amazônia. Nele você pode ver as queimadas em tempo real e os dados mensais de desmatamento.

Indisponivel/Indisponivel

Para protestar, dê zoom no mapa até que o sinal '+' desapareça dos ícones.

Indisponivel/Indisponivel

Clique em um ícone de queimada ou desmatamento e depois em 'eu protesto'.

Indisponivel/Indisponivel

Para acompanhar suas manifestações e saber se seus amigos também estão engajados na defesa da Amazônia, clique na aba 'protestos'.

Indisponivel/Indisponivel

Se você estiver entre os 15 internautas que mais protestam no mês, um link para o seu perfil aparecerá na página inicial do portal Globo Amazônia.

Indisponivel/Indisponivel

Também é possível ver notícias e vídeos dentro do mapa. Basta clicar sobre os ícones azuis ou cinza.

Indisponivel/Indisponivel

Assista aos vídeos dentro do mapa e clique no link para ver detalhes da notícia no Globo Amazônia.


Golpistas alegam ter carregado toras de madeira em motos

Documentos falsos são usados para transporte ilegal.

Investigações apontam fraude de R$ 6 milhões.


Vinte pessoas foram presas na última semana acusadas de fraudar o sistema de transporte de madeira em Mato Grosso. Para movimentar caminhões carregados com produto ilegal, eles teriam falsificado guias de transporte – o documento necessário para passar pela fiscalização. Nesses papéis, os golpistas chegaram a colocar placas de carros de passeio e até de motos como veículos que carregam madeira.

A fraude ocorreu em Marcelândia (MT). Uma madeireira derrubava árvores de forma clandestina e procurava a quadrilha. De acordo com a polícia, o grupo fornecia uma guia de transporte de produtos florestais com informações falsas. As árvores cortadas eram descritas como se fossem de área de manejo e, em caso de fiscalização, a empresa apresentava a guia falsa e dizia que estava dentro da lei.

“Toda madeira ilegal no norte de Mato Grosso tem grande chance de ser proveniente de área indígena”, afirma o gerente regional do Ibama em Mato Grosso, Roberto Ágara.

Placas de motos

A grande pista deixada pelos fraudadores foram as placas dos veículos anotadas nas guias de transporte. A polícia desconfiou quando viu nos papéis que carros pequenos estavam transportando até sessenta toneladas de madeira nobre.

A quadrilha chegou a usar na falsificação placas de quatro motos – o que reforça a tese de que os golpistas só estavam preocupados mesmo em preencher a guia. Uma das motos teria transportado 20 toras de madeira nativa.

As investigações mostram que, em dois anos, a quadrilha emitiu pelo menos 500 guias falsas e movimentou 6 milhões de reais. Nas empresas suspeitas de comprar o papel para enganar a fiscalização, o Ibama encontrou muita madeira ilegal. Árvores ainda jovens, derrubadas na Amazônia.

“Nós conseguimos destruir uma célula importante no município, mas outras certamente existem em Mato Grosso e na região amazônica.”, afirma o delegado Luiz Henrique de Oliveira.


Suruís relembram 40 anos do primeiro contato com não índios





'Não temos nada a comemorar', diz líder Almir Suruí.
Povo foi dizimado por doenças após saída do isolamento.


Os índios suruís estão reunidos neste fim de semana para refletir sobre os 40 anos de contato com o homem branco. Seu líder Almir Suruí é taxativo: “Não temos nada a comemorar”.


Este povo foi oficialmente contatado em 1969 pelos sertanistas da Funai Francisco e Apoena Meirelles. Os primeiros anos após o fim do isolamento, conta Almir, foram os mais desastrosos: “Pelos mais velhos, sabemos que antes do contato tínhamos mais de 5 mil pessoas. Três anos depois éramos entre 250 a 300 pessoas”.

Doenças como gripe, sarampo e tuberculose foram as principais responsáveis pelas mortes. “Hoje somos entre 1250 e 1300 pessoas em 24 aldeias”, relata.


Os suruís, que se autodenominam paiter, vivem na Terra indígena Sete de Setembro, uma área de cerca de 2.500 km² que se estende entre os municípios de Espigão D'Oeste (RO), Cacoal (RO) e Rondolândia (MT). Atualmente, a exploração madeireira é o principal problema da reserva. “Estamos pedindo socorro ao poder público para que tomem providências”, diz Almir.

Recentemente, ele enviou carta ao Ministério da Justiça denunciando a destruição das matas da Terra Sete de Setembro por invasores. Essas pessoas estão correndo risco também. Estamos muito cansados e quando você fica cansado é muito perigoso. Um conflito pode acontecer”, diz. A situação é ainda mais problemática, de acordo com ele, porque também há índios envolvidos na exploração ilegal.


Apesar das dificuldades, os suruís estão se organizando para dar um rumo a seu povo a longo prazo. “Criamos um plano de 50 anos com programas de educação, saúde, ecologia, cultura. Estamos tentando mostrar como é possível buscar soluções com conhecimento científico e tradicional”, conta Almir. Ele ganhou notoriedade internacional recentemente por fazer uma parceria com a gigante americana Google para colocar internet mapas detalhados da devastação em sua terra. “Temos um projeto de reflorestamento com mais de 90 mil mudas já plantadas”, conta.



INDIOS NO FORUM MUNDIAL SOCIAL - BELEM DO PARA - BRASIL

INDIO NO FORUM MUNDIAL SOCIAL - BELEM DO PARA - BRASIL

INDIOS CAIAPOS NO FORUM MUNDIAL SOCIAL - BELEM DO PARA - BRASIL

INDIO NO FORUM MUNDIAL SOCIAL - BELEM DO PARA - BRASIL

FAMILIA INDIGENA NO FORUM MUNDIAL SOCIAL - BELEM DO PARA - BRASIL